Tábua de passar

Mais um dia na agência, só para começar o texto situando vocês no tempo/espaço (o que não é difícil já que passo a maior parte do tempo no trabalho). Estava de bobeira na copa e resolvi utilizar todo conhecimento de japonês e mandarim que tenho para traduzir esse ideograma na camiseta do menino Yuri Coppe enquanto este passava rapidamente pela copa em busca de seu famigerado copinho de café (também conhecido como “almoço”). Seguimos com a tradução dessa belíssima tipografia xing-ling.

Na simbiose dos traços vemos que a horizontalidade denota uma prancha de apoio para execução de algum trabalho, como a pia para preparar um sushi ou uma cama, para deitar os mortos (e pode significar “força”, “família” ou “sorte” também, já que para nós, ocidentais, essas paradas são completamente alienígenas).

Os demais traços que formam uma espécie de “X” são, em sentido figurado e literal, um x mesmo. A união desses 3 traços forma uma tábua de passar roupas, com um pequeno desnível em um dos pés de apoio, o que torna essa superfície inadequada para se alinhar vestes, ou seja: essa porra é uma tábua de passar com desnível, logo, sua camiseta ficará amassada (assim como estava a camiseta do Yuri). Isso nos leva a crer que os orientais são mesmo um povo muito foda, não é verdade?

Escrevi essa asneira originalmente no Instagram.

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